"Luzes do Divino"

Orientação: Emidio Luisi

O workshop “Luzes do Divino”, tem como objetivo, estimular pessoas a fotografar sua cidade, seu bairro sua família, pesquisar sua características, fazer uma sinopse fotográfica das influências do modo de vida de uma determinada comunidade (São Luiz do Paraitiga) sob os aspectos da arquitetura, profissões, arte, comércio, festas populares e entre outras, para que assim possa- se preservar a sua memória.

  

Programação

1ª Dia 29 / Maio das 19:00h às 22:00h

-  Apresentação da metodologia de trabalho

-  Projeção de trabalhos realizados na área

-  Orientação para um exercício a ser realizado

2º Dia 30/ Maio das 9:00h às 18:00h
-Exercício prático, com saída fotográfica
(Intervalo para almoço das 12:00 ás 14:00h)

 

3º Dia 31/ Maio  das 9:00h às 18:00h
-Atividades práticas
(Intervalo para almoço das 12:00 ás 14:00h)

- Comentários do material produzido durante o workshop

PRÉ-REQUISITOS PARA O PARTICIPANTE:

  • Conhecimentos básicos de Fotografia

  • Máquina Fotográfica 35 mm (Digital)

  • Notebook (caso o aluno não tenha, usa do amigo)

Período do Curso: 29, 30 e 31 de Maio de 2020 

Valor: Para efetuar a matrícula e garantia da vaga, é necessário efetuar:

              Matrícula de R$ 150,00 no depósito bancário;

              01 parcela de R$ 150,00 no cartão de débito no primeiro de aula.

              01 parcela de R$ 150,00 no cartão de crédito para 30 dias após o primeiro dia de aula. (30/junho)

               Valor total de R$ 450,00.

Este pacote inclui

  •    Workshop com o orientador Emidio Luisi; 

Atenção

  • Hospedagem não inclusa

  • * Moradores de São Luiz do Paraitinga terão desconto de 10% no valor total do Workshop.

  • * Pagamentos a vista tem desconto de 10%.

  • * Alunos e ex alunos da Fotograma Imagens tem desconto de 20%.

  • * Amigos de amigos da Fotograma Imagens tem desconto de 20%.

  • * Descontos não acumulativos.

 

“De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória.”

(Henri Cartier-Bresson)

 

História

A história da cidade se mistura com a origem de seu nome. O nome Paraitinga tem origem indígena e em tupi-guarani significa "águas claras". O rio que margeia a cidade - e teve seu nome como inspiração - foi importante para a comercialização do café, durante o auge do produto na região. A fundação do município teve início com o sargento mor Manoel Antônio de Carvalho, que pediu licença ao governo da então província de São Paulo para a criação do povoado, próxima ao rio Paraitinga. Devoto de dois santos, o sargento fez com que a futura cidade ficasse conhecida como São Luiz e Santo Antônio do Paraitinga. Em 1773, o povoado foi elevado à categoria de vila e passou a ter como padroeiro São Luiz de Tolosa, definindo assim o nome do município.

                                                                (Guia Brasil – UOL)

Carnaval de Marchinhas, Saci Pererê, Oswaldo Cruz, música caipira, cachaça, cachoeiras, rafting... São tantas referências que a cidade de São Luiz do Paraitinga remete que fica difícil resumi-la a apenas uma de suas características. Tal como a variedade de cores dos casarões e das chitas que vestem os luizenses em dias de festa, a cidade tem na diversidade de atrações seu maior trunfo.

Não há como ignorar, no entanto, um episódio recente da história do município: a enchente que devastou boa parte da cidade no início de 2010. O que poucos sabem é que outros capítulos já foram escritos e São Luiz volta a ser evidenciada por seu espírito alegre e festeiro. Surge uma cidade renascida. Claro que algumas cicatrizes ainda são evidentes - como a ausência da Igreja Matriz e da Capela das Mercês. Mas ao caminhar por algumas ruas do centro histórico, a sensação é de que o que aconteceu foi superado.

Fachadas novas e casarões recém pintados e reformados confundem até o mais freqüente turista. O comércio já voltou a sua rotina normal, pousadas já recebem hóspedes e as agências que promovem rafting já retomaram suas atividades. Em dezembro de 2010, quase um ano após a tragédia, a cidade comemorou o anúncio do tombamento de seu centro histórico como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),  com a proteção de cerca de 450 imóveis.

A Festa do Divino

A Festa do Divino Espírito Santo de São Luiz do Paraitinga/SP mantém, na atualidade, muitos elementos típicos da cultura popular, destacadamente a constituição de uma fortalecida identidade local, a presença da oralidade e uma memória pautada em padrões coletivos e elementos altamente simbólicos e agregadores. Através desta manifestação é possível perceber a grande capacidade de plasticidade e transformação da cultura popular e deparar-se com novas possibilidades de interpretação tanto da história local, como do espaço de manifestações populares na sociedade contemporânea brasileira. A Festa do Divino é um momento de muita devoção, cuja relação das pessoas direto com o sagrado é marcante. Possui, ademais, manifestações dita “profanas” que são marcantes como a distribuição de alimentos – destaque ao afogado, um tradicional cozido de carne com batatas – , danças folclóricas, leilões, bingos entre outros. Esta manifestação como um todo é considerada uma das mais tradicionais do país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Festa do Divino Espírito Santo tem origens pagãs nos cultos de distribuição de alimentos ligados aos círculos das colheitas ainda na Idade Média.  Ganhou suas feições católicas a partir da organização de louvações em louvor ao Divino e com forte caráter solidário com a rainha Isabel de Castela no século XIII. Chegou ao Brasil segundo os estudos logo no início da colonização acontecendo inicialmente em várias regiões do país. Em São Luiz do Paraitinga, especificamente, a primeira referência documental, segundo o pesquisador Jaime de Almeida, data de 1803. E, já se fala, de uma casa construída especificamente para sediar o Império do Divino Espírito Santo, constituindo a idéia de uma festa já pré-existente e, de certo modo, estruturada. De lá para cá a festa aconteceu ininterruptamente em suas manifestações religiosas. No campo dito “profano” sofreu uma forte interrupção, de 1917 a 1943 quando a cidade recebeu como pároco um padre italiano, Monsenhor Gióia, que chegou com a orientação de um maior controle sobre a religião das pessoas. Mas, mostrando a força do popular, quando a festa é restaurada em 1943, volta com toda a força e com todas as manifestações anteriores. A Festa do Divino Espírito Santo de São Luiz do Paraitinga/SP possui uma estrutura comum da maioria das festas do Divino que conhecemos em outras cidades porém, acrescenta muitos elementos da cultura popular local. Apresentação de músicos da cidade, grupos folclóricos cantando seus versos sobre pessoas, lugares das redondezas. A distribuição do “afogado” é um grande atrativo. Além da participação da procissão e dos principais eventos do Rei e da Rainha Congo, algo impensável na maioria dos lugares dentro de uma festa típica das Irmandades brancas e de elite na história cultural do país. A data de sua realização é ligada ao calendário religioso, Pentecostes – cinqüenta dias após a Páscoa, porém, é muito interessante que esta data é uma das apropriações da Igreja do paganismo pois a festa era realizada sempre na época das colheitas, solstício de inverno – daí a forte ligação com o rural em sua estrutura.

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